The Music I Like

Blog destinado aos apreciadores de rock e pop em geral, incluindo todas suas ramificações: garage, psicodelia, beat, hard rock, punk, flowerpower, sunshine pop, new wave, gothic, post-punk, grunge, progressive, folk, britpop, powerpop, krautrock, entre outros. Primeira condição: que sejam discos fora de catálogo ou muito difíceis de serem conseguidos. Eu sempre recomendo a todos a aquisição dos discos (CDs ou LPs) originais. Só assim os artistas terão um retorno pelo seu trabalho!

Quarta-feira, Março 28, 2007

Farewell Farewell

As my portuguese language friends already know I said that this blog completed one year of existence and it was time to get my things together and move on. As some of you already know I play guitar for various groups, specially my own instrumental surf music trio Surfadelica and it's time to write, record and hopefully release my own records. So I'm saying goodbye and thanks to everyone that visited my little blog and sent kind comments and enjoyed the music I like.

From now on, I will not repost any more albums because all those things take time. And I'll leave my last post: The Gilberto Gil 13CD box set, "Ensaio Geral", now out of print. I know that the individual albums are available in Brazil, but I'll take an exception from my own rules.

Gilberto Gil - Ensaio Geral
This monstrous 13 CD box set is a great tribute to one of the finest musicians Brazil ever produced. This box collects all the recordings made between 1966 and 1977 (The Polygram Years), certainly his best work. All the original albums have additional bonus tracks. The first album still has a bossa nova influence but by the second one, released at the height of the tropicalia movement is a landmark in Brazilian music. It's a classic by all standards. Here he is
accompanied by Os Mutantes, who give the album a rockier feel mixed with the traditional Brazilian Northeast music.

The third album was the last released in Brazil before his self exile in London. The political atmosphere in the country was very dangerous due to the dictatorial government who imprisoned Gil by the content of his lyrics and overall rebellious attitude. The same happened to another great artist, his friend Caetano Veloso.

Both them moved to London. The forth disc in this collection is an unreleased soundtrack to a
movie by Rogerio Sganzerla. The fifth is his first international release. With english lyrics, Gil was invited to take part of the Glastonbury Fayre Festival 1971.

Back in Brazil in 1972, he recorded the classic "Expresso 2222", an introspective and thoughtful record at times, joyous at other moments, always maintaining his vision on his roots, as proves the first track. Then other rockier moments come bursting through the speakers.

Gil had always great musicians to follow his vision. Os Mutantes, The Beat Boys, the great
guitarrist Lanny Gordin, the great maestro Rogerio Duprat kept a extremely high level of
musicianship.


Track Listings
DISC 1: Louvação (1966)
1. Louvação
2. Beira-Mar
3. Lunik 9
4. Ensaio Geral
5. Maria (Me Perdoe, Maria)
6. Rua
7. Roda
8. Rancho da Rosa Encarnada
9. Viramundo
10. Mancada
11. Água de Meninos
12. Procissão
13. Minha Senhora (My Lady) [*]
14. A Moreninha [*]

Link Disc 1

DISC 2: Gilberto Gil (1968)
1. Frevo Rasgado
2. Voragem Pra Suportar
3. Domingou
4. Marginália II
5. Pega a Voga, Cabeludo
6. Ele Falava Nisso Todo Dia
7. Procissão
8. Luzia Luluza
9. Pé da Roseria
10. Domingo No Parque
11. Barca Grande [*]
12. Coisa Mais Linda Que Existe [*]
13. Questão de Ordem [*]
14. Luta Contra a Lata (Ou a Falência Do Café) [*] - Gilberto Gil, Os Mutantes

Link Disc 2

DISC 3: Gilberto Gil (1969)
1. Cérebro Eletrônico
2. Volks Volkswagen Blues
3. Aquele Abraço
4. 17 Léguas E Meia
5. Voz Do Vivo
6. Vitrines
7. Dois Mil E Um
8. Futrível
9. Objeto Semi-Identificado
10. Omã Ia [*]
11. Aquele Abraço [*]
12. Com Medo, Com Pedro [*]
13. Cultura E Civilização [*]
14. Queremos Guerra [*]

Link Disc 3 part 1
Link Disc 3 part 2

DISC 4: Copacabana Mon Amour (1970)
1. Diga a Ela [First Version]
2. Mr. Sganzerla
3. Blind Faith
4. Yeh Yeh Yah Yah
5. Tomorrow Vai Ser Bacana
6. Diga a Ela [2nd Version]

Link Disc 4

DISC 5: Gilberto Gil (1971)
1. Nega (Photograph Blues)
2. Can't Find My Way Home
3. Three Mushrooms
4. Babylon
5. Volks Volkswagen Blues
6. Mamma
7. One O'Clock Last Morning, 20th April 1970
8. Crazy Pop Rock
9. Can't Find My Way Home [*]
10. Up from the Skies [*]
11. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band [*]

Link Disc 5

DISC 6: Expresso 2222 (1972)
1. Pipoca Moderna
2. Back in Bahia
3. O Canto da Ema
4. Chiclete Com Banana
5. Ele E Eu
6. Sai Do Sereno
7. Expresso 2222
8. O Sonho Acabou
9. Oriente
10. Cada Macaco No Seu Galho (Chô, Chuá) [*]
11. Vamos Passear No Astral [*]
12. Está Na Cara, Está Na Cara [*]

Link Disc 6

DISC 07: Cidade Do Salvador (CD1) (1974)
1. Meio de Campo
2. Eu Só Quero Um Xodó
3. Edyth Cooper
4. Umeboshi
5. Essa É Pra Tocar No Rádio
6. Tradição
7. Minha Nega Na Janela
8. Ó, Maria
9. Última Valsa
10. Ladeira da Prefuiça
11. Rainha Do Mar
12. Ians
13. Doente Morena

DISC 08: Cidade Do Salvador (CD2) (1974)
1. Cidade Do Salvador
2. Imbalança
3. Duplo Sentido
4. Eu Preciso Aprender a Só Ser
5. Maracatu Atômico
6. Maracatu Atômico
7. Todo Dia É Dia D
8. Esses Moços (Pobres Moços)
9. Meditação
10. Pocalipi
11. Pocalipi
12. Maracatu Atômico

Link Discs 7 & 8 part 1
Link Discs 7 & 8 part 2

DISC 09: Ao Vivo (1974)
1. João Sabino
2. Abra a Olho
3. Lugar Comum
4. Menina Goiaba
5. Sim, Foi Voc
6. Herói das Estrelas
7. Cibernética [*]
8. Dos Pés a Cabeça [*]
9. O Compositor Me Disse [*]
10. Copo Cazio [*]
11. Dia de Festa [*]

Link Disc 9

DISC 10: O Viramundo (1972/1976) CD1
1. Cada Macaco No Seu Galho (Chô, Chuá) - Gilberto Gil, Caetano Veloso
2. Ele E Eu
3. Back in Bahia
4. Expresso 2222
5. Objeto Sim, Objeto Não
6. Oriente
7. Procissão
8. Domingo No Parque
9. O Bom Jogador
10. Brand New Dream

DISC 11: O Viramundo (1972/1976) CD2
1. Viramundo
2. Baby Hippie
3. Músico Simples
4. Lamento Sertanejo - Dominguinhos, Gilberto Gil
5. Planeta Dos Macacos
6. Gaivota
7. Queremos Saber
8. Sociedade Afluente
9. Filhos de Gandhi

Link Discs 10 & 11 part 1
Link Discs 10 & 11 part 2

DISC 12: Satisfação (1974/1977) (rare and unreleased recordings)
1. Ninguém Segura Este Paãs
2. Satisfação
3. Sentimentos
4. Ladeira da Preguiça
5. Ha, Ha, Ha - Chico Batera, Gilberto Gil,
6. Riu Ru Ru - Chico Batera, Gilberto Gil,
7. Bruxa de Mentira - João Donato, Donato Jr., Gilberto Gil
8. Chuckberry Fields Forever - Doces Bárbaros, Gilberto Gil
9. Sarará Miolo - Gilberto Gil, Nara Leão
10. Músico Simples
11. Sala Do Som
12. Brazil Very Happy Band
13. Tipo África
14. Oju Obá

Link Disc 12

DISC 13: Que Besteira (live 1974)
1. Medley: Que Besteira/O Rouxinol (Um Dia)
2. Medley: Que Besteira/O Rouxinol (Dia Seguinte)

Link Disc 13

Terça-feira, Março 06, 2007

God Save The Clean - A Tribute To The Clean (1998)



God Save The Clean - A Tribute To The Clean (1998, Flying Nun Records)

Amigos, hoje o The Music I Like completa um ano de existencia. Gostaria de agradecer a todos que passaram por aqui, postaram comentários, elogios, críticas, leram meus posts e se tornaram amigos.
Infelizmente minha energia para fazer o blog tem diminuido muito porque estou com muitos projetos musicais em andamento, coisas com as quais eu pretendo me dedicar 100%. Para quem não sabe eu toco guitarra em cinco bandas atualmente.

Quem tiver interesse pode ouvir algumas músicas minhas com o Surfadelica (no myspace, aliás, podem adicionar a banda, se quiserem) ou no site (ainda em construção). Outro projeto é o Los Tornados (myspace) ou site. Estas duas bandas devem estar lançando discos de estréia neste ano e devem comparecer em diversas coletaneas espalhadas pelo mundo. Ainda toco com o Kid Vinil Xperience, Punk Beatles e estou trabalhando na recuperação do meu trabalho com o Maria Angélica Não Mora Mais Aqui.

Assim estou deixando um último post, espero que gostem, mais um tributo, desta vez feita pela gravadora neo-zelandesa, Flying Nun, para o seu primeiro contratado e uma das bandas mais influentes da cena local, o The Clean.
O The Clean surgiu em 1978 como uma das primeiras bandas de new wave/punk de Dunedin, Nova Zelandia. Pode-se dizer que eles foram um pioneiros da estética lo-fi, da qual o Pavement foi o principal beneficiário. Inclusive eles estão aqui, prestando sua homenagem em uma faixa exclusiva.
Bem, mais detalhes sobre a carreira importante do The Clean pode ser lida aqui.
Este tributo tem faixas excelentes do Guided By Voices, Chris Knox, Cloudboy, Graeme Downes (ex-The Verlaines), Alastair Galbraith e Gray Bartlett, entre muitos outros. Só não gosto mesmo é da faixa do Salmonella Dub.
Espero que gostem do disco tanto quanto eu. E novamente obrigado pelo apoio por este ano inteiro!

track listing:
01. head like a hole - beatnik
02. alec bathgate - sad eyed lady
03.barbara manning & calexico - whatever I do is right/wrong
04.salmonella dub - side on
05.gray bartlett - fish
06.pavement - oddity
07.rotor - franz kafka at the zoo (metamorphosis mix)
08.nodrog - attack of the teddy bears
09.chris knox - yesterday was
10.guided by voices - draw(in)g to a w(hole)
11.the livids - on again/off again
12.cloudboy - small girl
13.conray - end of my dream
14.icu - at the bottom (mach 2)
15.hdu & peter gutteridge - point that thing somewhere else
16.baiter cell - anything could happen
17.bressa creeting cake - billy two
18.graeme downes - two fat sisters
19.scooter - platypus
20.alastair galbraith - getting older
21.sugarbug - do your thing

Link parte 1
Link parte 2
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Segunda-feira, Março 05, 2007

Not So Pretty - Tribute To The Pretty Things



Not So Pretty - 22 Bands From Around The Globe Salute The Pretty Things (Corduroy Records, 1995)

Um magnífico tributo a essa que é uma das maiores bandas inglesas dos anos 60. Repertório perfeito para as bandas aqui presentes, várias delas ótimas representantes do revival de garage/psicodelia iniciado nos anos 80.
Um detalhe interessante é que o disco (inicialmente em vinil duplo), tem duas metades distintas: o primeiro disco (ou metade) é em estéreo (faixas até a número 11) e o segundo em mono (o restante).
Uma faixa do próprio The Pretty Things inicia o disco em uma versão ao vivo do clássico "Midnight To Six" (que ainda tem mais duas versões no disco). Em seguida o Thee Headcoatees, um quarteto de garotas, que geralmente é acompanhado pelo Thee Headcoats, ambos projetos saídos da fértil imaginação do guru garageiro Billy Childish, autor de mais de 100 discos (solos e projetos). Grande versão fuzzy de "Come And See Me". Os noruegueses do Kwyet Kings fazem uma versão cool de "Sitting All Alone". Grande banda, infelizmente já encerrada, fizeram pelo menos dois ótimos discos recheados de grandes canções powerpop/garage/psych.
O Tell-Tale Hearts vem com sua ótima versão de "Me Needing You". Essa banda tem como baixista o grande Mike Stax, um dos maiores conhecedores do Pretty Things, editor do fanzine Ugly Things (veja a lista de links).
O italiano La Machina Del Tempo faz uma versão em italiano de "The Sun", dando um toque bastante personalizado à faixa e mostrando a diversidade de estilos de que era capaz o Pretty Things.
The Kliek é um grupo holandes bastante influenciado pelos seus conterraneos Q65 e Outsiders, que por sua vez foram influenciadíssimos pelo r&b do Pretty Things. Tudo em casa, então!
O clássico "Rosalyn" é interpretado pelo respeitadíssimo The Chesterfield Kings. Versão matadora, melhor ainda que a ótima feita por David Bowie em "Pin-Ups". O powerpop do The Lears encerra o disco stereo com sua grande "You Don't Believe Me".
A metade mono é alguns grupos mais obscuros, com estilos variando desde o blues tradicional ao punk. Destaques ficam para o The Hydes (da Grécia) em "Big City", The Saucermen com a versão ultra-fuzz de "Get The Picture", o The Disciples com a ótima "£.s.d" e especialmente a destruidora "Midnight To Six" com o The Fiends.
Excelente tributo, disco bastante difícil de se conseguir. Imperdível para fãs de garage e para os fãs do Pretty Things, uma das banda mais subestimadas dos anos 60.

track listing:
01 - The Pretty Things - Midnight To Six (live)
02 - The Headcoatees - Come And See Me
03 - Kwyett Kings - Sitting All Alone
04 - The Tell-Tale Hearts - Me Needing You
05 - La Machina Del Tempo - Il Sol
06 - The What...For! - Get A Buzz
07 - The Kliek - House In The Country
08 - the Flashback V - It'll Never Be Me
09 - The Chesterfield Kings - Rosalyn
10 - The Bogeymen - Progress
11 - The Lears - You Don't Believe Me
12 - The Thanes - Honey I Need You
13 - The Breadmakers - Raining In My Heart
14 - The Shindiggers - Don't Bring Me Down
15 - The Puritans - I can Never Say
16 - The Paramount Trio - We'll Be Together
17 - The Hydes - Big city
18 - The Fudds - Get Yourself Home
19 - The Saucermen - Get the Picture
20 - The Disciples - L.S.D.
21 - The Fiends - Midnight To Six
22 - The Others - Big City
23 - Teengenerate - Midnight To Six
24 - Outro

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Fairport Convention - "In Real Time" (Live '87)



Fairport Convention - "In Real Time" - Live '87

Excelente disco "ao vivo" do Fairport Convention, maior grupo de folk-rock ingles de todos os tempos, lançado em 1987, com a formação mais estável de sua longa carreira. O Fairport deste disco tem Simon Nicol (vocais, guitarras), Dave Pegg (baixo, bandolin, vocais, bateria em "Close To The Wind"), Dave Mattacks (bateria, teclado em "Close To The Wind" e "The Hiring Fair" e produção do disco), Ric Sanders (violino elétrico, teclado na primeira parte de "The Swirling Pit") e o tremendo multi-instrumentista Maart Allcock (guitarras, violões, bouzouki, vocals, baixo sem trastes em "Close To The Wind").
"In Real Time" é um falso disco ao vivo, que foi feito para cumprir o contrato que eles tinham de entregar mais um disco para a gravadora Island e continuarem a lançar seus discos pelo seu próprio selo, a Woodworm. Para isso eles gravaram ao vivo no estúdio, acrescentando sons de platéia tirados de um disco ao vivo de John Martyn e colocaram fotos do grupo tocando no tradicional festival anual de Cropredy. O truque até chega a enganar algumas pessoas, já que o 'Big Three' Medley tem até acompanhamento de palmas e gritos.
Mas tudo isso não tira os grandes méritos deste disco. O que temos é um Fairport afiadíssimo, virtuosístico, tocando como nunca, explorando seu imenso catálogo de grandes canções e acrescentando uma inédita até então, a linda balada "Close To The Wind".
O disco já abre com o rápida "Reynard The Fox", originalmente lançada no ótimo "Tippler's Tales" (1978), um disco muito subestimado. Segue com "The Widow Of Westmoreland's Daughter", do mesmo disco e em seguida tres baladas. "The Hiring Fair", uma composição do baterista Dave Mattacks (que na faixa toca teclados) junto com Ralph McTell, é uma das mais memoráveis canções da fase pós-Richard Thompson.
O 'Big Three' Medley inclui "Matty Groves", a peça central do lendário "Liege & The Lief", marco histórico do folk-rock, obra-prima na adaptação de uma canção tradicional com a instrumentação do rock originalmente com a voz de Sandy Denny. Aqui Simon Nicol, o único integrante remanescente do grupo original mostra que tem talento suficiente para continuar o legado do Fairport em versão vibrante.
O disco se encerra com a canção que normalmente termina os shows do Fairport, "Meet On The Ledge", clássico escrito por Richard Thompson.
Enfim, mais um disco imperdível dos mestres do folk-rock ingles.

track listing:
01.reynard the fox
02.the widow of westmorland's daughter
03.the hiring fair
04.crazy man michael
05.close to the wind
06.'big three' medley: a)the swirling pit, b)matty groves c)the rutland reel/sack the juggler
07.meet on the ledge

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Sonja Kristina - Harmonics Of Love (1994)



Sonja Kristina & Cloud 10 - Harmonics Of Love (1994)

Sonja Kristina tem um passado ilustre como a cantora do grupo progressivo ingles Curved Air. Sua voz extremamente distinta, era suave e angelical em algumas canções e em outros momentos, gritada, quase gutural, uma das marcas registradas do grupo que lançou entre 1970 e 1976, sete discos.
O Curved Air marcou sua presença com uma instrumentação diferenciada, com a presença do violinista erudito Darryl Way e com o multi-instrumentista Francis Monkman (que tocava guitarras e teclados, notadamente os sintetizadores, uma novidade na época). Poucos grupos tinham uma mulher nos vocais, ainda mais alguem com tamanha presença.
Sonja, desde o início, trouxe para o som complexo do grupo a influencia do folk, em canções onde tocava seu violão, como "Melinda More Or Less" de "Phantasmagoria" (1972). Pois este "Harmonics Of Love", seu terceiro disco solo, é basicamente um disco folk com o acompanhamento do grupo Cloud 10, composto por Paul Sax (violino), Robert Norton (teclados), Paul Hankin (percussão), Andy Tween (bateria) e Graeme Holdaway (baixo, produtor).
"Harmonics Of Love" pode ser visto como a continuação de seu disco anterior, "Songs From The Acid Folk" (1991), que foi, ao mesmo tempo, uma volta aos seus tempos de Curved Air e um novo foco em direção ao folk moderno mesclado com ambiencias new age, quase um sintoma hippie. "Acid Folk" tinha várias releituras do Curved Air, como a já mencionada "Melinda More Or Less", alem de "Back Street Luv" (originalmente um hard rock/prog), alem de duas faixas do primeiro solo de Sonja, "Sonja Kristina", um disco de hard rock com a banda Escape, lançado logo após o fim do Curved Air.
"Harmonics" segue na linha folk com toques de ambient, intercalando canções com vinhetas com sons do mar e chuva.
Tem mais uma regravação do Curved Air, desta vez, "Elfin Boy", originalmente do "Air Cut". Enfim recomendadíssimo aos fans do Curved Air e um ótimo disco folk, suave e espirituoso. Pena que este tenha sido o último disco de Sonja de sua fase "acid folk". Depois ela continuou lançando discos de estilo muito diferente. Se voce quiser conferir a carreira atual dela, o site oficial está aqui.

"Harmonics of Love" tem o track listing abaixo listado na capa:
1.tropical birth
2.angel
3.sound of sea
4.heart of glass
5.marimbas/lullaby
6.baby song
7.woman's heart
8.divine cloud space
9.birdsong
10.elfin boy
11.glastonbury dawn
12.blindman
13.dreamers
14.chants/voices
15.remember yourself

mas, confusamente, o que realmente temos no CD é a seguinte relação de canções:
1.tropical birth
2.angel
3.sounds of sea/heart of glass/marimbas
4.lullaby/baby song
5.woman's heart
6.divine cloud space/birdsong/elfin boy
7.glastonbury dawn
8.blindman
9.dreamers
10.chant/voices/remember yourself
que é o que voce encontrará nos mp3s (que estão com as faixas com títulos errados, só me dei conta depois de fazer o upload).

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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Jane Birkin - Je T'Aime...Moi Non Plus Di Doo Dah Vol.1



Jane Birkin - Je T'Aime...Moi Non Plus Di Doo Dah (compilação, volume 1)

Coletanea da primeira fase da carreira da cantora e atriz londrina.
Jane iniciou sua carreira de atriz em meados dos anos 60, seguindo os passos de sua mãe, ficando famosa por sua aparição no grande filme de Antonioni, "Blow Up". Em 1969 fez uma viagem à França onde conheceu Serge Gainbourg, eventualmente casando-se com ele e gravando em duo a controversa "Je T'Aime...Moi Non Plus". Apesar de ser proibida de ser executada nas rádios inglesas, a música chegou ao topo das paradas. Em seguida saiu o primeiro LP, em parceria com Serge, com o nome de "Je T'aime...Moi Non Plus" na Inglaterra, incluindo o hit. Na França o disco não inclui a faixa e se chama apenas "Jane Birkin & Serge Gainsbourg". Seis faixas do primeiro LP fazem parte desta coletanea. Depois do sucesso musical Jane se dedicou mais ao cinema, aparecendo em inúmeros filmes. O segundo disco apareceu apenas em 1973, "Di Doo Dah", novamente com todas as faixas assinadas por Serge Gainbourg.
Todas as quatorze faixas desse disco estão aqui, completando a coletanea.
Jane ainda fez mais dois discos sob a tutela de Serge, separando-se dele em 1980. Vários outros discos foram lançados, mais voltados ao mercado frances.
Em 2002 com "Arabesque" ela voltou ao mercado internacional, com um disco bem interessante, um disco ao vivo dedicado à obra de Gainsbourg. Seu disco seguinte, "Rendezvous", de 2004 foi ainda melhor, uma série de duetos com gente como Bryan Ferry, Françoise Hardy, Feist e Brian Molko, entre outros.

Voltando à coletanea, é um grande retrato da jovem Jane Birkin, retrato perfeito das ié-ié girls do pop frances dos 60, melodias cativantes e um suave erotismo, tão influente nas bandas atuais como, por exemplo, o Ivy e Saint Etienne.

track listing:
1.je t'aime...moi non plus (com Serge Gainsbourg)
2.orang outang
3.18-39
4.jane b.
5.le canari est sur le balcon
6.la chanson de slogan (com Serge Gainsbourg)
7.les langues de chat
8.la deadanse (dueto com Serge Gainsbourg)
9.di doo dah
10.help camionneur
11.encore lui
12.puisque je te le dis
13.les capotes anglaises
14.leur plaisir sans moi
15.mon amour baiser
16.banana boat
17.kawasaki
18.la cible qui bouge
19.la baigneu se de brighton
20.c'est la vie qui veut ça

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Repost: Yellow Pills Vol.1


Yellow Pills - Volume I (The Best Of American Pop!) (1993)

Este foi o primeiro post que fiz neste blog, uns 10 meses atrás. Como muitos tem me pedido para repostar este disco resolvi tambem reescrever o texto.

O que dizer de uma coletanea que tem veteranos e precursores do powerpop como Dwight Twilley, The Shoes, 20/20, The Rubinoos e até uma faixa com Wally Bryson, lendário guitarrista do Raspberries?
Em primeiro lugar um pouco da história: em 1990 Jordan Oakes lançou seu fanzine Yellow Pills (nome tirado de uma canção do 20/20), como meio de divulgação de seu amor por riffs, jangly guitars e melodias inesquecíveis. Em pouco tempo ele se tornou uma pequena celebridade em torno da qual gravitavam muitas das nascentes bandas e veteranos da cena. Este primeiro volume reúne 21 faixas escolhidas por Oakes. O foco principal aqui são as faixas novas de veteranos como os citados acima, mas tem vários dos emergentes artistas como Chris Von Sneidern, Adam Schmitt e Ken Sharp (que mais tarde escreveu um grande livro sobre o powerpop e tambem sobre Cheap Trick e Raspberries, entre outros).
Jordan Oakes conseguiu publicar 12 exemplares de seu zine e quatro CDs e exausto acabou se aposentando. Mas os frutos de seu trabalho continuam até hoje, nas novas gerações de bandas e de fãs. Esta série de coletaneas são um ótimo ponto de partida para os iniciantes e excelente para os já convertidos, com suas faixas raras e exclusivas.

track listing:
1.Dwight Twilley - Remedies
2.Shoes - I Miss You
3.Adam Schmitt - Speed Kills
4.The Cowsills - Is It Any Wonder
5.20/20 - Song Of The Universe
6.Enuff Z'nuff - Fingers On It
7.Devin Hill - Stars
8.Critics - You Can't Lie
9.Jim Basnight - Rest Up
10.Chris Von Sneidern - Open Wide
11.The Spongetones - Skinny
12.The Rubinoos - The Girl
13.Tommy Keene - Disarray
14.Ken Sharp - Break Down The Walls
15.The Flashcubes - It's You Tonight
16.Elliott Randall - No Romance Today
17.The Vandalias - Get To Know You
18.Wallop featuring Wally Bryson (Raspberries) - When Is Your Dream
19.Buddy Love - Why Can't We Make Believe We're In Love
20.Three Hour Tour - Love Sick Trip
21.Mark Johnson - I Like The World

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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Current 93 - Emblems: The Menstrual Years



Current 93 - Emblems: The Mentrual Years (CD duplo, compilação, lançado em 1993, Durtro Records)

Um dos grupos mais prolíficos e inclassificáveis da música inglesa, o Current 93, na verdade, é uma banda de um só integrante, o excentrico David Tibet. Ele começou sua carreira fazendo parte do Psychic TV de Genesis P.Orridge, que foi quem lhe deu o nome de Tibet (seu nome verdadeiro é David Michael). Saiu em 1983 e em 1985 fundou o Current 93, trabalhando com vários músicos flutuantes como Steven Stapleton (do Nurse With Wound), Douglas P. (do Death In June) e Nick Saloman (do Bevis Frond), Rose McDowall (ex-Strawberry Switchblade), entre muitos outros.
A obra do Current 93 reflete os interesses esotéricos de David, como os pensamentos de Aleister Crowley, feitiçaria, doutrinas pagãs e especialmente a crença no apocalipse. Isso tudo envolta em uma roupagem sonora que envolve música folclórica de vários países, especialmente da Grã-Bretanha englobando a música indiana, africana, etc., drones, psicodelia, terapia do grito primal, acompanhado, por vezes, de ruídos eletronicos e sintetizadores. Enfim, algo que só ouvindo várias vezes para absorver as diversas camadas de sua música.

Este "Emblems" é uma compilação de seus trabalhos entre 1985 e 1993, extraídos de seus mais de 20 discos (entre singles e albums), alem de faixas inéditas. Várias das faixas são trechos de músicas que originalmente ocupavam lados inteiros de um LP. A maior enfase é sobre o disco "Thunder Perfect Mind" (1992), que é representado por 7 faixas, algumas que são versões diferentes ou então outtakes.
A obra do Current 93 não é de fácil absorção, mas vale o esforço de quem se propõe a isso. Quase indispensável dizer que a maior parte de seu trabalho já está fora de catálogo e é super valorizado nos dias de hoje.

track listings:
CD 1:
1.great black time (excerpt)
2.falling back in fields of rape (excerpt)
3.only shadows of hooks (excerpt)
4.ach golgotha: the mystical body of christ in chorazaim (excerpt)
5.sucking up souls (excerpt)
6.the breath and the pain of god
7.imperium I
8.imperium II
9.diana
10.the ballad of the pale christ
11.great black time II (excerpt)
12.great black time III (excerpt)
13.happy birthday pigface christus

CD 2:
1.the stair song
2.suzanne: she and I in darkness we lay and lie
3.maldoror is ded ded ded ded
4.hoovers
5.oh coal black smith
6.the signs and the sighs of emptiness
7.broken birds fly
8.earth covers earth
9.they return to their earth
10.silence as christine
11.anyway, people die
12.the descent of long satan and babylon
13.our lady of horsies
14.in sadness sang
15.the sadness of things (excerpt)

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novamente lembrando que é necessário primeiro fazer o download das tres partes e só então descompactá-los.

Terça-feira, Janeiro 30, 2007

Volume Seven (1993)


Volume Seven (1993)

Para mim um dos melhores discos da série. Fora o fato de conter várias faixas exclusivas, tem tambem algumas músicas extremamente memoráveis.
Nada melhor que iniciar com uma faixa inédita do Teenage Fanclub. "Belt" é uma canção instrumental, sem guitarras, gravada exclusivamente para este Volume.
Em seguida um mix tambem exclusivo de uma faixa do album de estréia do Radiohead, "Pablo Honey", a pensativa "Stupid Car".
"South Pacific" do Verve vem em uma versão ao vivo, bem psicodélica, que mostra um grupo muito diferente daquele que estourou com "Bittersweet Symphony".
Outros destaques são a grande versão do clássico do T.Rex, "Life's A Gas" com o Bang Bang Machine, com os vocais suaves de Elizabeth. O Bang Bang Machine teve curta carreira, mas produziu algumas músicas muito bacanas. Existe um fan site deles aqui.
O Slowdive faz uma impressionante leitura de "Some Velvet Morning", música famosa da dupla Lee Hazlewood e Nancy Sinatra. Aqui Rachel Goswell e Neil Halstead recriam o dueto em clima quase fantasmagórico. A canção foi mais tarde incluida na edição em CD de "Souvlaki".
Este disco tem tambem a única gravação que conheço do quarteto The Heroines, muito influenciado pelo Throwing Muses e Belly.
Tem ainda faixas do Boo Radleys e Redd Kross. Precisa mais? Have fun!

track listing:
1.teenage fanclub - belt
2.radiohead - stupid car (tinnitus mix)
3.verve - south pacific (live and dangerous)
4.sebadoh - whitey peach (live and desirable)
5.stereo mc's - elevate my mind (live and delicious)
6.sub sub - valium jazz
7.little axe - 15 to 4
8.bang bang machine - life's a gas
9.marc almond - incestuous love
10.slowdive - some velvet morning
11.seefeel - come alive (remix)
12.the heroines - the kiss
13.the boo radleys - barney
14.redd kross - any hour every day
15.sabres of paradise - lick wid nit wit
16.delta lady - anything you want
17.eat static - nucleus trance
18.jesus jones - machine drug (remix)

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sempre lembrando que quando algum disco está dividido em duas ou mais partes é necessário primeiro fazer o download de todas para depois descompactá-lo com a senha.

The Wannadies - 3 CD singles


The Wannadies - 3 CD singles: How Does It Feel? (partes 1 & 2, 1995) e Someone Somewhere (1996)



Como prometi antes aqui vão mais alguns CD singles dessa maravilhosa banda sueca. Caso voce não tenha visto anteriormente eu já havia postado outros 4 singles deles antes aqui.

"How Does It Feel?" foi, a exemplo de outros singles deles, lançado em 2 partes com faixas diferentes. A faixa título foi tirado do album ingles "Be A Girl". Essa faixa é matadora, powerpop em estado de graça, com dinamica perfeita e que se encerra com um grande solo de guitarra. Completam o single a inédita "Never Killed Anyone" e uma cover perfeita de "I'm A Man" (1967), clássica canção do Spencer Davies Group, composta por Steve Winwood.

O CD2 tem 4 faixas ao vivo, destacando uma faixa que havia sido um single anteriormente, "Might Be Stars" e outra cover ótima, "Blister In The Sun", canção mais famosa do grande Violent Femmes.

"Why" já valeria o disco, prova da criatividade do grupo na época, que se dava ao luxo de relegar aos lados B dos seus singles músicas que poderiam perfeitamente estar nos albuns.

O Wannadies lançou seu último album em 2002, "Before And After". No momento eles estão fazendo uma enquete em seu site oficial convidando os fãs a escolherem as suas 20 músicas favoritas para uma futura coletanea e tambem trabalhando no seu sétimo album. Eu aguardo ansioso.

Track listings:
How Does It Feel? CD1:
1.how does it feel?
2.never killed anyone
3.I'm a man

How Does It Feel? CD2:
1.how does it feel? (live)
2.dying for more (live)
3.blister in the sun (live)
4.might be stars (live)

Someone Somewhere:
1.someone somewhere
2.why
3.goodbye

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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Straitjacket Fits - Melt (1990)



Straitjacket Fits - Melt (1990, Flying Nun Records)

Excelente disco do Straitjacket Fits, banda da Nova Zelandia que lançou vários trabalhos pelo lendário selo Flying Nun, lar de excepcionais bandas locais como o The Clean, Chris Knox, The Bats, The Chills, entre muitos outros.
O grupo foi formado em 1986 por Shayne Carter, vocalista, guitarrista e compositor principal e por John Collie, baterista, remanescentes do The DoubleHappys, junto com o baixista David Wood. A formação se completou com a adição do guitarrista e vocalista Andrew Brough no ano seguinte.
O primeiro disco foi "Hail", de 1988, produzido por Terry Moore, ex-membro do The Chills. Este "Melt" foi o segundo deles, marcado por atmosferas inquietantes, melodias não usuais e por uma sonoridade bastante própria.
O som do grupo era marcado pela oposição das personalidades de Shayne Carter e Andrew Brough, que alternavam as composições, vocais e guitarras principais. Esta tensão produziu grandes canções como "Missing Presumed Drowned" e "Bad Note For A Heart", com suas guitarras abrasivas e a esplendida balada "Down In Splendour", composta e cantada por Brough.
O Straitjacket Fits era melancólico, meditativo e "Melt" provavelmente o seu melhor e mais refinado trabalho. Depois dele ainda lançaram em 1993 o disco "Blow". A tensão entre Carter e Brough levou ao fim do grupo.
Shayne Carter formou depois o Dimmer, que está ativo até hoje, inclusive estão para lançar um novo trabalho, com uma sonoridade bem distante do Straitjacket Fits. O Fits ainda fez um show de retorno, mas, ironicamente, sem a presença de Brough, que acabou se aposentando.

track listings:
1.bad note for a heart
2.missing presumed drowned
3.melt against yourself
4.head wind
5.down in splendour
6.a.p.s.
7.quiet come
8.such a daze
9.skin to wear
10.hand in mine
11.roller ride
12.cast stone

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Terça-feira, Janeiro 23, 2007

NME Clean Sweep (Vários Artistas, 1998)



NME Clean Sweep - Live At The London Astoria '98

Este CD veio como brinde do New Musical Express em uma edição de 1998. É um belo documento de uma série de shows organizados pelo jornal ingles com as mais maiores promessas de então. Para mim, então, foi uma grata surpresa porque pude presenciar uma boa parte dos shows.
Vários dos grupos presentes no disco já eram famosas ou viriam mais tarde a se tornar grandes grupos. Dentre os já consagrados estavam os headliners Super Furry Animals, o altamente influenciado pelo Oasis Stereophonics e os pesados Therapy? e The Deftones.
Dentre as promessas que viriam a vingar está o Travis, que, na época promovia seu disco de estréia, "Good Feeling", de som bastante diferente do seguinte "The Man Who", que os tornaria um fenomeno internacional.
Um dos grandes momentos do disco é a última faixa, um encontro histórico do Spiritualized com o lendário duo Suicide em uma faixa do disco de estréia do Suicide, "Rocket USA". Provavelmente um dos shows mais barulhentos a que pude presenciar.
Boa tambem é a faixa do Theaudience, grupo de curta carreira, que praticava um bom britpop com a ótima voz de Sophie Ellie Bextor. Infelizmente a carreira solo de Bextor é uma grande decepção gravando babas pop totalmente descartáveis.
O Mogwai traz uma bela interpretação de "Ex Cowboy", uma das melhores faixas do seu segundo disco, "Come On Die Young".
No mais é interessante conferir bandas que ficaram semi-esquecidas como o Earl Brutus, Warm Jets e Bentley Rhythm Ace.

track listing:
1.Super Furry Animals - Bad Behaviour
2.Stereophonics - Traffic
3.Travis - Good Feeling
4.Warm Jets - Down, Down, Down
5.Dawn Of The Replicants - Radars
6.Idlewild - You Just Have To Be Who You Are
7.Mogwai - Ex Cowboy
8.Lo-Fidelity Allstars - One Man's Fear
9.Earl Brutus - Come Taste My Mind
10.The Deftones - My Own Summer (Shove It)
11.Asian Dub Foundation - Assassin
12.Bentley Rhythm Ace - Running On The Spot
13.Theaudience - I Never Have Been Done
14.Therapy? - Tightrope Walker
15.Spiritualized with Suicide - Rocket USA

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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

Volume Six (1993)




Volume Six (1993)

Mais um Volume começando com uma faixa gravada ao vivo, desta vez com o Spiritualized, banda formada por Jason Pierce, ex-Spacemen 3, faixa esta gravada ao vivo numa tour do grupo pelos Estados Unidos. Mais uma boa amostra do som do Spiritualized, um dos mais diletos filhos do Velvet Underground e do Suicide.

Outras faixas exclusivas incluem o remix de "Cut Throat" do Ultra Vivid Scene, faixa do album "Rev", lançado pela 4AD. Muito bom poder reouvir ou então conhecer esta esquecida banda precursora do shoegazer que produzia um dreamy pop de alta qualidade.
Outra faixa importante é a demo de Mark Eitzel para o American Music Club de "Love Connection NYC", exclusiva deste Volume e que dá uma boa mostra dos métodos de trabalho da banda.
O Belly tambem tem uma exclusiva na demo de Tanya Donelly para "White Belly", música que fez parte do disco de estréia do grupo, "Star", um disco que teve relativo sucesso na época. Hoje Tanya tem uma carreira solo depois de passar por bandas seminais como o Throwing Muses e o Breeders.
A faixa do Saint Etienne tambem é uma exclusiva do disco, compilada apenas muitos anos mais tarde no disco "I Love To Paint", um disco raro, tambem, pois foi lançado apenas para o fã clube da banda em 1995 e está fora de catálogo.
Estes são apenas alguns dos destaques do disco que é, no todo, muito bem feito, com faixas muito boas, especialmente se voce tiver um gosto eclético.

track listing:
1.spiritualized - smiles (live)
2.© - he was
3.ultra vivid scene - cut throat (remix)
4.senseless things - keepsake (original demo version)
5.that petrol emotion - catch a fire
6.björk - one day
7.saint etienne - fake '88
8.the the - lip tripping
9.gallon drunk - keep moving on (new version)
10.american music club - love connection NYC (solo bedroom demo by Mark Eitzel)
11.belly - white belly (original demo version by Tanya Donelly)
12.killdozer - working hard or hardly working
13.one dove - fallen (the last monday morning at bobby n's remix)
14.the drum club - one tribe
15.sheep on drugs - 15 minutes of fame (remix)
16.fluke - spacey
17.unmen - also with you

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Scheer - Infliction (1996)


Scheer - Infliction (1996, UK)

Essa capa do disco de estréia do Scheer é, provavelmente, uma das mais horripilantes que já vi.
Essa ilustração (da agencia v23, que fazia as capas e arte dos discos da 4AD) não reflete totalmente o som do grupo, que muitos viam como uma junção da voz de Elizabeth Fraser dos Cocteau Twins com o metal pesado do Nine Inch Nails e outras bandas americanas. Certamente o single "Wish You Were Dead" era bem isso mesmo, uma faixa de peso extraordinário, com um riff insistente e vocais quase angelicais numa memorável melodia. Mas conforme se ouve "Infliction" essa impressão vai mudando, com outros climas bastante distintos.

O Sheer foi formado na Irlanda do Norte e lançou apenas 2 discos. Era composta pela vocalista Audrey Gallagher, pelo baterista Joe Bates, o baixista Peter Fleming e os guitarristas Neal Calderwood e Paddy Leyden.
"Infliction" já começa com a arrepiante e frenética "Shéa", pouco mais de 2 minutos de um som quase metal com a marcante voz de Audrey. Pela quarta faixa, "In Your Hand" já temos quase que uma outra banda, mais sutil, ainda melódica. "Babysize" é quase como um mix de Sundays com Skunk Anansie, alternando peso e atmosferas lúgubres.
Assim, pelo restante do disco o Scheer alterna faixas pesadas com outras com climas quase shoegazer e climas quase sempre sombrios. Até que na faixa final, a apropriadamente entitulada "Goodbye", o grupo dá lugar a violões e cello para uma balada quase folk. Existe ainda uma faixa escondida no final do disco, uma versão alternativa de "Demon". O Scheer ainda chegou a fazer um segundo disco, mas conflitos com a 4AD fizeram com que "And Finally" somente fosse lançado em 2000 por um outro selo. Depois disso não se ouviu mais de Audrey ou dos outros membros da banda.

track listing:
1.shéa
2.howling boy
3.wish you were dead
4.in your hand
5.demon
6.babysize
7.sad loved girl
8.driven
9.screaming
10.goodbye
11.(faixa bonus não listada na capa) demon (acoustic version)

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Drop Nineteens - National Coma (1993)



Drop Nineteens - National Coma (1993)

Segundo e último disco da banda bostoniana Drop Nineteens. Há várias semanas atrás eu já havia postado o primeiro disco deles, "Delaware", o excelente debut dessa banda claramente influenciada pelo movimento shoegazer ingles. Este segundo disco tem uma baixa importante, Paula Kelly, guitarrista e vocalista saiu e Megan Gilbert assumiu seu lugar.
Ainda assim "National Coma" é um disco que continua atual, com suas sonoridades maciças, muitas guitarras distorcidas e feedbacks constantes, mas que não soam excessivas, ao contrário, ressaltando as boas melodias angulosas. "Limp" já abre o disco num tom otimista e empolgante. Em "Cuban" finalmente ouvimos a boa voz de Megan em contraponto com o vocalista principal Greg Ackell em uma canção mais afeita ao Pixies do que My Bloody Valentine. "Rot Winter" tem Megan cantando os vocais principais; uma bela melodia emoldurada por guitarras dissonantes e altamente contrastantes.
"Moses Brown" é, digamos, a música mais light do disco, levemente funkeada, que nos prepara para o trio de grande canções que vão fechar o disco. "Superfeed" é intensa e empolgante; "The Dead" é, talvez, a canção mais pop que eles fizeram.

Uma pena que o Drop Nineteens tenha encerrado suas atividades logo após um último EP, "Limp". "National Coma" dá uma bela mostra do que eles poderiam ter desenvolvido caso continuassem gravando.

Drop Nineteens:
Greg Ackell - guitarra, vocais
Steve Zimmerman - baixo, vocais
Megan Gilbert - guitarra, vocais
Justin Crosby - guitarra
Pete Koeplin - bateria

track listing:
1.limp
2.all swimmers are brothers
3.skull
4.cuban
5.rot winter
6.martini love
7.7/8
8.franco inferno
9.my hotel deb
10.moses brown
11.superfeed
12.the dead
13.royal

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Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Volume Five (1992)


Volume Five (1992)


Esta edição de Volume já se inicia com uma faixa bem inusitada, uma gravação ao vivo do The Orb, gravada no Aylesbury Civic Centre em 4 de junho de 1992, com um sampler tirado da trilha sonora de "Clockwork Orange" de Wendy Carlos. Esta faixa captura o The Orb em seu auge, na época do seu disco "UFOrb", quando praticamente reinventaram a música eletronica e a ambient music. Quase 10 minutos que agradam igualmente aos fãs do progressivo eletronico do Tangerine Dream.
Continuando na seara eletronica temos a seguir o The Grid, grupo formado por Dave Ball, mais conhecido pela sua parceria com Marc Almond no Soft Cell. A faixa em questão, "Cybernetic" tem participações super especiais dos guitarristas Phil Manzanera (Roxy Music) e Robert Fripp.
Depois um dub mix de "Monkey In The Family" dos Happy Mondays, uma faixa de "...Yes, Please!", gravado na Bahamas, num ambiente conturbado, com o grupo afundado em drogas. Quem assistiu ao filme "24 Hour Party People" sabe do que se trata.
Uma faixa rara tem destaque: "Frosty The Snowman" do Cocteau Twins, que só foi lançada aqui e em single de natal. Outra raridade é a faixa de Morrissey, um remix feito por Steve Peck para "Tomorrow".
O grande grupo holandes Bettie Serveert comparece com sua excelente "Brain-Tag" em sua versão original. O saudoso The Auteurs tem a faixa "Bailed Out" de seu disco de estréia, "New Wave", outro dos meus discos favoritos dos anos 90.
Até o próximo Volume!


track listing:
1.the orb - o.o.b.e. (live)
2.the grid - cybernetic
3.happy mondays - monkey in the family (dub mix)
4.fuel - wildfire
5.bettie serveert - brain-tag (original version)
6.macbeth - help me lift you up
7.cocteau twins - frosty the snowman
8.cabaret voltaire - low cool (remix)
9.the sandals - venice groove
10.consolidated - guerrillas in the mist (remix)
11.the jesus lizard - whirl (original version)
12.l7 - deathwish
13.hyperhead - easy slide
14.red house painters - uncle joe
15.the wedding present - signal
16.the auteurs - bailed out
17.morrissey - tomorrow (steve peck remix)

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Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

Echobelly - 3 CD singles (1995/1996)


Echobelly - 3 CD singles: Dark Therapy (1996) & Great Things (2 CDs, 1995) (UK alt-pop)


A banda inglesa liderada pela cantora de origem asiática Sony Aurora Madan foi uma das melhores coisas que aconteceram no cenário britpop na metade dos anos 90. Estes singles podem dar uma boa mostra do que eram e são capazes.
O Echobelly foi formado por volta de 1992 quando Madan conheceu o guitarrista Glenn Johansson, com quem criou uma parceria extremamente criativa, escrevendo juntos todas as canções do grupo. Junto com Debbie Smith (guitarra, ex-Curve), Andy Henderson (bateria) e Alex Keyser (baixo) completando o line-up, o Echobelly lançou seus primeiros singles, "Bellyache" e "I Can't Imagine The World Without Me", já impondo seu estilo próprio, que muitos comparavam a um mix da sensibilidade e consciencia social dos Smiths com a atitude e postura rocker do Blondie. Sonya se revelou uma grande letrista e uma grande personalidade com seus discursos anti xenófobos e feministas, alem de grande frontwoman.

Os 3 singles aqui postados foram tirados do segundo album do grupo, "On", de 1995, um dos melhores albums deles. Como já havia se tornado um padrão do grupo, não existem faixas ruins nos lados B dos singles. "We Know Better" poderia muito bem estar no album, uma grande faixa com excelente guitarra de Johansson. "Aloha Lolita" é ainda melhor, e é para mim, uma das melhores músicas que eles já fizeram.
Mesmo caso com as faixas dos singles de "Great Things". "Here Comes The Scene" é fantástica, quase glam-rock, com um refrão inesquecível.

Bem, não dá para recomendar o suficiente. O Echobelly existe até hoje e tem um pequeno site aqui.
A boa notícia é que eles devem estar lançando novo material em breve. Uma pena que eles tenham sido esquecidos no meio da avalanche provocada pelo britpop, sendo praticamente ignorados pela crítica e público após o seu auge comercial entre o primeiro e segundo albums.
Espero que gostem destes singles, o último album deles, "Gravity Pulls" (2004) ainda está em catálogo e pode ser comprado em qualquer loja virtual do exterior. Eles merecem.

track listings:
Great Things CD1:
1.great things
2.here comes the scene
3.god's guest list
4.on turn off

Great Things CD2:
1.great things
2.on turn on
3.bunty
4.one after 5am

Dark Therapy:
1.dark therapy
2.we know better
3.atom
4.aloha lolita

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Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Malicorne - Les Cathédrales De L'Industrie (1986)


Malicorne - Les Cathédrales De L'Industrie (1986, folk-rock frances)


Uma das grandes bandas francesas a fazer a fusão do folk tradicional com a instrumentação do rock, um equivalente ao trabalho pioneiro do Fairport Convention e Steeleye Span. O Malicorne foi formado pelo cantor, guitarrista e compositor Gabriel Yacoub junto com Marie Yacoub em 1973.
Anteriormente Gabriel já havia tocado na banda da lenda do folk frances, o harpista Alan Stivell, sem dúvida, o maior nome do folk-rock bretão.
Com esse background Yacoub formou o Malicorne explorando as raízes da música tradicional francesa, especialmente de origem celta e galesa, alem da música medieval e renascentista. Os primeiros discos deles são especialmente indicados a quem gosta de Steeleye Span do início da carreira, sendo basicamente acústicos e usando instrumentos exóticos como o crumhorn, muito usado na idade média.
Este "Les Cathédrales De L'Industrie" é uma reformulação total do som anterior do grupo após nove discos que soavam praticamente da mesma forma, geralmente uma mistura de canções tradicionais e um pouco de rock e instrumental de rock. Neste disco Yacoub resolveu modernizar de vez o som do Malicorne introduzindo muita variação instrumental, até mesmo programações e sequenciadores, algo que causou um choque entre os fãs mais puristas. Ouvido hoje o disco tem alguns vícios comuns das sonoridades da bandas dos anos 80, mas no todo é um disco muito agradável e que tem atraído o interesse crescente dos fãs de progressivo. As raízes folclóricas ainda estão intactas, mas desta vez não existem canções tradicionais, todo o material foi composto por Gabriel Yacoub, algumas em parceria com o baixista/cantor Olivier Kowalski.
Ironicamente este disco que deveria ser um novo rumo para o Malicorne acabou sendo seu epitáfio. Yacoub prossegue até hoje com uma prolífica carreira solo.

músicos:
Marie Yacoub - canto, viela de roda
Gabriel Yacoub - canto, guitarras, mandocello, harmonica
Olivier Kowalski - canto, baixo, guitarras, teclados
Jean-Pierre Arnoux - bateria, percussão
Michel Le Cam - canto, violino, bandolim, crumhorn
e mais os convidados:
Alan Kloatr - gaita de foles, tin whistle (flautim de metal)
Olivier Daviau - chabrette
Jean-Michel Kajdan - guitarra elétrica, programador do emulator
Patrick Robin - programador dos sequencers

track listing:
1.les cathédrales de l'industrie
2.dormeur
3.il me reste un voyage à faire
4.la nuit des sorcières
5.big science (1.2.3)
6.le temps
7.robe blanche, robe noire
8.sorcier
9.je resterai ici

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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Volume Four (1992)


Volume Magazine - Four (1992)

Quarto volume desta magnífica revista/livro/CD que circulou nos anos 90 na Grã-Bretanha e era um dos melhores veículos para se conhecer novas bandas e ouvir e ler novidades de bandas indies consagradas.
Para iniciar nada como a versão voz e piano para "My Insatiable One" do Suede, com a sublime performance de Brett Anderson. Pelo que sei esta faixa permanece exclusiva desta coletanea.
Continua com uma das primeiras gravações do Butterfly Child, banda irlandesa liderada por Joe Cassidy, banda criticamente aclamada, mas de pouca repercussão comercial. "We, The Inspired" é um belo exemplo do dreamy-pop do grupo.
A seguir o Swallow, banda da 4AD, que claramente tem influencias de seus colegas de selo, o Cocteau Twins. "Lovesleep" é uma versão diferente da que saiu no album "Blow", seu único registro. O Ultramarine vem com uma versão remix de sua "intelligent dance" "Saratoga"; depois temos as estréias em disco de Flower Sermon e do interessante Strangelove.
Outras faixas exclusivas são do Stereolab, "Super Falling Star" (moog mix) e os remixes de músicas do Throwing Muses (a excelente "Firepile"), Meat Beat Manifesto e Pop Will Eat Itself.
"Greenlander" do Pavement foi primeiramente lançada neste Volume Four, sendo que depois foi utilizado na coletanea "Born To Choose", até finalmente ser adicionada à nova edição expandida de seu "Slanted & Enchanted".
A série Volume mantem seu interesse ainda hoje, seja pela qualidade das músicas, seja como um retrato da cena britanica da época.

track listing:
1.suede - my insatiable one (new piano version)
2.butterfly child - we, the inspired
3.swallow - lovesleep (vocal version)
4.ultramarine - saratoga (remix)
5.bim sherman - keep on movin'
6.flower sermon - shine
7.strangelove - zoo'd out
8.throwing muses - firepile (remix)
9.pavement - greenlander
10.the fall - arid al's dream
11.babes in toyland - sometimes
12.spectrum - soul kiss
13.dub syndicate - ravi shankar (live recording)
14.stereolab - super falling star (moog mix)
15.little annie - everything & more
16.meat beat manifesto - drop (remix)
17.pop will eat itself - bulletproof (adrian sherwood remix)
18.the aphex twin - en trange to exit
19.steroid maximus - volgarity

Link parte 1
Link parte 2
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Mandem comentários, gostaria de saber se existe interesse em que eu continue postando os demais discos desta série.